sexta-feira, 13 de maio de 2016

Meu amigo garoto de programa

Éramos Garotos de programa, Pedro e eu.
Como exige a profissão, bem-dotados de tudo. Lindos, jovens, homens. Arrancávamos suspiros.
No privê, o qual fomos expulsos por brigar, conheci Pedro. Imediatamente começou em mim. Do mesmo jeito que sempre começa.
Conversamos pouco, achava estranho, mais fui vendo que era porque ele se sentia de certa forma desconfortável perto de mim.
Ele ficava sem jeito, olhava para ele bem direto, enquanto falávamos. Ele entendia o recado e ria, tímido, fingindo que não entendeu.
A gente revezava o privê com a "galera de rua". Duas vezes por semana atendíamos na rua. Clientes, a maioria deles coroa.
Ficávamos em uma roda, na rua. Quando um dia surgiu um assunto de que Pedro já ia para a rua sem cueca, quando ele chegou; perguntaram se eu duvidava
Eu disse que sim. Aí ele me mostrou. E realmente, estava sem cueca. Foi a minha chance. Ele sacou na hora que eu gostei do que tinha visto.
Ele passou a me provocar, até que ficamos a sós. Foi automático. Ele queria tanto quanto eu. Mais ambos conscientes que até então, não iriamos abrir mão de
Nossas "profissões". Mais o tempo foi passando e eu sem saber por que, passei a ignorar isso. E Pedro parecia gostar também. Adorava me perder nele,
Olhando ele. Observando, seu rosto, enquanto ele falava com alguém. Ele perguntava se eu era louco de fazer aquilo. Pois não queríamos que soubessem.
Era nosso segredo. Bom mesmo era quando surgiam os comentários dos programas. Era cada história. Disfarçávamos
e riamos. Sempre com o olho colado, querendo dizer,
-Seria melhor, com você. Pedro sempre brigava comigo, quando tocava no assunto de sairmos daquela vida e ficar juntos, um com o outro, somente.
Ele falava que a vida fácil era como um jogo. E e que tinha muitos prêmios. Os quais não poderíamos, se juntos.
Ele gostava daquilo. E eu o queria. Até o dia que, ele me pediu para esperar no lugar que sempre ficávamos. Uma praça deserta perto do centro
Da cidade muito grande, abandonada e com muitas árvores. Fazia frio. Me virei e o vi. D E S L U M B R A N T E, como sempre. Sentou do meu lado e me olhou.
"Você não perde essa mania..." Resmungou sorrindo e olhando pra baixo. Com os dedos entrelaçados, no meio das pernas, abertas.
Conversamos e rimos muito. E nos perdemos muito, um no outro.
Aí ele disse: -Vou pra Espanha. Suave e ao mesmo tempo assustado. Esperando minha reação.
Fiquei olhando para o lado um tempo. Sem pensar em nada. Apenas acompanhando o coração começando a acelerar.
E tentando acreditar que aquilo não estava acontecendo. Torcendo para ser um delírio. Me fiz calmo. Quando decidi responde-lo, a respiração
Acelerou também. Senti meu nariz arder. E a gota de uma lágrima escorregar até na boca. E como é salgada, essa maldita.
-Que belo prêmio, parabéns.
Foi tudo que eu disse. Senti meu ectoplasma levantar e encher a cara dele de porrada, chamando-o de egoísta, e tudo mais que ele era. Mais o corpo não acompanhou.
A mente pesou. Junto com a dor de saber que não adiantaria eu fazer nada. E ele falava as mesmas ladainhas de sempre.
Disse para ele que tudo bem. A final ele nunca tinha me prometido nada mesmo. Ele se levantou, me puxou para um abraço. E ficamos parados ali.
Querendo pedir desculpas por tudo. E tentando agir como dois velhos amigos. E ele foi. Mantínhamos contato. Mas ele foi roubado em um prive espanhol.
E perdeu seus contatos pessoais. Depois de um tempo que ele se foi, deixei a prostituição, pois terminara meu curso técnico em administração. Nunca mais me

Interessei por ninguém. E vivo na esperança de que ele volte, para mim. Vivendo de exageros.Éramos Garotos de programa, Pedro e eu.
Como exige a profissão, bem-dotados de tudo. Lindos, jovens, homens. Arrancávamos suspiros.
No privê, o qual fomos expulsos por brigar, conheci Pedro. Imediatamente começou em mim. Do mesmo jeito que sempre começa.
Conversamos pouco, achava estranho, mais fui vendo que era porque ele se sentia de certa forma desconfortável perto de mim.
Ele ficava sem jeito, olhava para ele bem direto, enquanto falávamos. Ele entendia o recado e ria, tímido, fingindo que não entendeu.
A gente revezava o privê com a "galera de rua". Duas vezes por semana atendíamos na rua. Clientes, a maioria deles coroa.
Ficávamos em uma roda, na rua. Quando um dia surgiu um assunto de que Pedro já ia para a rua sem cueca, quando ele chegou; perguntaram se eu duvidava
Eu disse que sim. Aí ele me mostrou. E realmente, estava sem cueca. Foi a minha chance. Ele sacou na hora que eu gostei do que tinha visto.
Ele passou a me provocar, até que ficamos a sós. Foi automático. Ele queria tanto quanto eu. Mais ambos conscientes que até então, não iriamos abrir mão de
Nossas "profissões". Mais o tempo foi passando e eu sem saber por que, passei a ignorar isso. E Pedro parecia gostar também. Adorava me perder nele,
Olhando ele. Observando, seu rosto, enquanto ele falava com alguém. Ele perguntava se eu era louco de fazer aquilo. Pois não queríamos que soubessem.
Era nosso segredo. Bom mesmo era quando surgiam os comentários dos programas. Era cada história. Disfarçavamos e riamos. Sempre com o olho colado, querendo dizer,
-Seria melhor, com você. Pedro sempre brigava comigo, quando tocava no assunto de sairmos daquela vida e ficar juntos, um com o outro, somente.
Ele falava que a vida fácil era como um jogo. E e que tinha muitos prêmios. Os quais não poderíamos, se juntos.
Ele gostava daquilo. E eu o queria. Até o dia que, ele me pediu para esperar no lugar que sempre ficávamos. Uma praça deserta perto do centro
Da cidade muito grande, abandonada e com muitas árvores. Fazia frio. Me virei e o vi. D E S L U M B R A N T E, como sempre. Sentou do meu lado e me olhou.
"Você não perde essa mania..." Resmungou sorrindo e olhando pra baixo. Com os dedos entrelaçados, no meio das pernas, abertas.
Conversamos e rimos muito. E nos perdemos muito, um no outro.
Aí ele disse: -Vou pra Espanha. Suave e ao mesmo tempo assustado. Esperando minha reação.
Fiquei olhando para o lado um tempo. Sem pensar em nada. Apenas acompanhando o coração começando a acelerar.
E tentando acreditar que aquilo não estava acontecendo. Torcendo para ser um delírio. Me fiz calmo. Quando decidi responde-lo, a respiração
Acelerou também. Senti meu nariz arder. E a gota de uma lágrima escorregar até na boca. E como é salgada, essa maldita.
-Que belo prêmio, parabéns.
Foi tudo que eu disse. Senti meu ectoplasma levantar e encher a cara dele de porrada, chamando-o de egoísta, e tudo mais que ele era. Mais o corpo não acompanhou.
A mente pesou. Junto com a dor de saber que não adiantaria eu fazer nada. E ele falava as mesmas ladainhas de sempre.
Disse para ele que tudo bem. A final ele nunca tinha me prometido nada mesmo. Ele se levantou, me puxou para um abraço. E ficamos parados ali.
Querendo pedir desculpas por tudo. E tentando agir como dois velhos amigos. E ele foi. Mantínhamos contato. Mas ele foi roubado em um prive espanhol.
E perdeu seus contatos pessoais. Depois de um tempo que ele se foi, deixei a prostituição, pois terminara meu curso técnico em administração. Nunca mais me
Interessei por ninguém. E vivo na esperança de que ele volte, para mim. Vivendo de exageros.

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